domingo, 18 de julho de 2010

3- Anda volta para mim baby!

No dia seguinte tentei falar com ele pelo que tinha dito, comecei a achar que a minha resposta tinha sido demasiado dura, que ele não merecia que o tratasse apenas como meu objecto sexual. Quando cheguei à escola, perguntei se alguém o tinha visto, mas disseram-me que ele não ia à escola, achei estranho, ele não faltava uma vez que fosse, para ele quase seria pecado faltar a alguma aula, e assim foi acontecendo durante os dias seguintes.
Mas finalmente acabei por o encontrar, mas quando me cheguei ao pé dele, virou-me as costas, foi aí que percebi que podia ter estragado tudo, mas não ia desistir assim tão facilmente, por isso logo que o vi entrar na sala de aula, entrei, tinha que falar com ele, pedir-lhe desculpas!
A primeira reacção dele, foi mandar-me embora, mas insisti tanto para que ele me ouvisse que acabou por ceder.
- Anda aqui “baby”, tenho saudades nossas, sabias?
- Foste tu que forçaste esta situação não eu!
- Vá, eu vou fechar a porta, preciso mesmo de ti, preciso de te sentir.
Não sei como, mas ele não resistiu durante muito tempo, fechei a porta, e empurrei-o para cima de uma mesa, estava com vontade de me apoderar dele, como nunca tinha tido antes, comecei a beijá-lo insaciavelmente.
Pus-me em cima dele, e fui despindo-o, até que ele me afastou e disse:
- Aqui? E se alguém nos vê?
- Não penses nisso, anda, já esperei tempo demais.
Foi estranho tive a minha primeira vez com um professor, e numa sala de aula.
Mas durante os minutos que se seguiram não pensei nisso, simplesmente fui dele, e ele meu, excitava-me ouvir a respiração dele a tornar-se mais ofegante, isso trazia mais prazer ao acto, queria mesmo poder gritar ali, mas sabia que se o fizesse seriamos apanhados, por isso ele beijava-me, e tocava-me na cara com toques suaves e carinhosos, para que me sentisse mais confortável.
Aquele vai e vem deve ter demorado uns 30 minutos, mas esses foram os 30 minutos da minha vida que me proporcionaram mais prazer!
Sai da sala, mas a minha vontade não era essa, a minha vontade era ficar ali com ele, poder beijá-lo, mas sabia que seria correr um risco desnecessário.
Esse foi sem dúvida o momento em que sobe que se calhar aquilo não ia ser só uma atracção, mas de certeza não iria ser uma relação, porque até nem queria isso, queria apenas uma relação que me satisfizesse sexualmente, e nada mais.
Durante muito tempo, fazíamos os possíveis para estarmos juntos todos os dias, mesmo que fosse só durante um intervalo, gostava de sentir o perigo de sermos apanhados, gostava de sentir os beijos dele, mas gostava principalmente da maneira como ele me tocava pelo corpo, era uma maneira diferente, bastava ele tocar-me que já me sentia bem, ele fazia-me bem.

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