terça-feira, 3 de agosto de 2010

4- Acidentes de Percurso

Mas com o passar do tempo, fui percebendo que talvez um dia aquilo teria de terminar, mesmo que fosse contra a nossa vontade. Não conseguia entender, mas a verdade é que precisava dele para me manter equilibrada, aquela nossa aventura, alimentava-me, não de uma maneira negativa, mas de uma extremamente positiva, fui também, percebendo que não suportava a mulher dele, não percebia como um homem como ele se tinha interessado por uma mulher como aquela, não tinha nada de nada, para não falar do mau gosto quanto ao vestuário, mas isso é um à parte.
Ele não foi o único homem com quem tive uma relação durante esse espaço de tempo, porque além dessa relação sexual, tinha outra, mas esta sim, era sentimental, por isso ele servia como meu amante, mas ao contrário de todos os outros amantes que são apanhados, ele nunca iria ser apanhado, porque nunca ninguém desconfiara da nossa relação até ao momento, nem ninguém iria descobrir, pelo menos era isso que eu pensava.
A minha outra relação (a sentimental) mantive-a durante 3 meses, com um rapaz que tinha conhecido à uns três anos atrás, de facto foi o único que me fez realmente feliz de um ponto de vista sentimental, eu amava-o, a verdade era essa, e não sei, mas ele continuou sempre presente na minha vida, de uma maneira única, não era preciso estar com ele, ou namorar, para sentir que ainda o amava, mas com o passar do tempo surgiram uns problemas, aos que eu gosto de chamar problemas de percurso, causados por uma cabra qualquer, a ex namorada dele, nunca a suportei, e a verdade é que estes pequenos (grandes) problemas só vierem fortificar esse sentimento.
Uns meses antes eu tinha “andado” com ele, se assim o podemos dizer, mas como o professor era para mim um amante, assim eu fui para o João, a amante,foi excitante estar a beijá-lo numa festa sabendo que a namorada dele, também lá estava, só a partir dai é que comecei a perceber que o perigo excitava-me, não julgo que isso seja uma doença, mas é um sentimento estranho, mas bom!
Tudo correu pelo melhor nessa noite, e adorei o facto de depois de estar comigo, poder olhar para a cara do Joao, e ve-lo com a "namorada", porque sabia, que era a mim que ele amava.